Saturday, September 30, 2006

The edge of the world

Relatos de um paulista perdido na tríplice fronteira:

Pois é... Há quatro anos que estou aqui. Não sou de natureza muito crítica, então consigo sobreviver razoavelmente bem, considerando que a vinda de São Paulo foi uma mudança bem grande, e paulistas são normalmente estressados...


Pontos negativos:

  1. -Não tem padaria como em SP, e por isso, não tem pão como em São Paulo (pão italiano é o melhor...).
  2. -Não tem cinema, ou pelo menos os "pretensos" daqui (são 4) têm foco somente no terço central da tela, ou projetam o filme em parte no teto, fora da tela... (depois de reclamar, o lanterninha entrou na sala para me procurar e disse: "viu, o filme é assim mesmo").
  3. -Não tem nenhuma radio decente (questão de gosto), com programas inteligentes, ou música inteligente...
  4. - Culturalmente, a cidade sofre muito, apesar de suas mais de 50 etnias diferentes (bem mais).
    - As opções de restaurantes são bem limitadas - algumas são boas... mas não tem pizza (SP temmmm...).

Pontos Positivos:

Tudo bem, não tem transito, nem poluição. Nisso Foz ganha. Mas será que isso basta para ser uma grande cidade??? sei não... Ah! e não tem jeito de sair de casa pra dar uma volta nocentro, sem encontrar alguém conhecido... (será que isso deveria estar na outra lista?).

O cúmulo foi nesta semana, quando lendo o maior jornal da cidade (só tem dois, e os dois são tablóides...) vi na contra-capa uma coluna do dono do jornal que dizia algo assim:

"...não entendo o porquê de tanta crítica. Todo jornal apóia algum candidato político da mesma maneira que pode apoiar um time de futebol - eu mesmo vi isso ocorrer em outro locais."

Sim. Isso acontece. Mas assumir isso na cara desse jeito, simplesmente tira toda a graça... não é?

Well, the world just might have an edge, and if it does, that's where I'm at. If you walk a little further, you'd probably fall into the vastness of the void... or not...

Thursday, September 28, 2006

Against all odds...

Nunca entendi essas pessoas que jogam na loteria. É só ver a probabilidade de ganhar e ter a certeza de que estamos dando nosso R$1,50 para o montante que vai para alguém...

Alem de tudo, fica aquela expectativa de ganhar e quando não se ganha, que é sempre, da uma pequena tristeza lá no fundo, porque mesmo sem ter admitido para ninguém, já fizemos um monte de planos - aquela viagem, a generosidade com a família, o tempo livre, a felicidade... e aquela inconformação: "não entendo o que deu errado?!... eu fui lá e gastei meu R$1,50, fiz tudo direitinho, e mesmo assim... nada!". Como se as pessoas precisassem de mais tristeza...

Bem, eu não entendo não... Mas mesmo assim fui lá, comprei, e ganhei. Pois é! Ganhei - acertei a quadra! Não foi muito, só uns R$174,00 - mas a sensação de estar um passo mais próximo de tudo aquilo é inegável!!! Hoje fui lá retirar o prêmio, feliz da vida! Foi o Maximo! E a probabilidade? Bem, eu sou o único dentre 2332 pessoas que ganhou - o rapaz é um vencedor!

"There is no coming to consciousness without pain" (Carl Jung)

Tenho lá minhas idéias sobre espiritualidade (nome que me deixa desconfortável, pois remete automaticamente a algum tipo de religião - não é o caso), mas hoje tive um insight...

Machuquei meu dedo concertando o meu micro, o que arrancou um pedacinho de pele. A ferida exposta, não pôde ser coberta, pois não havia band-aides em casa. Qualquer sensação que normalmente com pele não se percebe, ficou muitas vezes ampliada... O contato com o ar, com a água, e tocando objetos (sem querer - não sou masoquista...). Mas este aumento de sensibilidade se manifestava principalmente como dor. Tudo era grotesco demais. Duro demais. Áspero demais. Sem nossa pele, nossa casca, o encontro com o mundo exterior se torna quase insuportável.

Me fez pensar sobre o corpo e a consciência (é como gosto de chamar o espírito, alma, centelha divina etc.). Será que é por isso que precisamos de nossos corpos? Será que é por isso que não andamos por aí simplesmente em espírito? Se existíssemos, neste estágio da nossa evolução, sem corpos, será que a sensibilidade de nosso espírito seria grande demais para tolerarmos o contato com o mundo externo? Será que doeria muito? Com dor, não quero dizer necessariamente a nossa dor ocidental - os chineses têm várias palavras diferentes para descrever dor - dor de cabeça não é a MESMA sensação que dor de um estiramento muscular... Mas p/ nós ocidentais, tudo é dor - talvez desconforto fosse uma melhor palavra - há vários tipos de desconforto.

Será que precisamos desta casca tosca e limitada para podermos suportar desconforto de existir? E mesmo com ela, dá pra dizer que suportamos muito bem?

Por outro lado, será que sentindo mais, não estaríamos percebendo mais a nossa volta? Entendendo mais? Interagindo melhor? Existindo melhor?

E eis o paradoxo: Nossa casca nos impede de sentir tanta dor, mas também de existir melhor?

Tuesday, September 26, 2006

"Before you can do something you must first be something" (Goethe)

Ontem passei o dia com febre... Verdade seja dita... Nada como um bom chá de alho - só a escolha que é difícil - saúde ou sociabilidade... rs...

Há uns 10 dias, 10 vencedores do Prêmio Nobel da Paz se reuniram em Washington para lançar uma convocação mundial para a paz. Criticaram duramente o governo dos EUA, e definiram as 10 "principais barreiras para a paz global" - doenças, pobreza, armas nucleares, injustiça social, racismo, acesso a recursos naturais e os direitos das mulheres e crianças, e mais...

MAS, o pessoal é fogo. Navegando pelos blogs sobre paz em Inglês, encontrei gente reclamando por que não foram citados na lista - terrorismo global e autoritarismo... Os chamaram de burros... (a origem foi no Washington Post que publicou tal crítica... que lobby, hein?)

Os laureados disseram que esses são resultados de ignorância, preconceito e desigualdade, e só serão resolvidos uma vez tratados estes assuntos sociais básicos.

Não sei do que esse pessoal ta reclamando... Queriam que criticassem o terrorismo global e autoritarismo - e os laureados o fizeram! Criticaram o governo dos EUA... rs...

Por falar em terrorismo global, fica aqui uma dica de um documentário: "Loose Change". O filme é 10, e vale mais a pena pq a veja meteu o pau nele na edição de 13/09/2006 (os cara só pode ta brincãnu...)

Só pra lembrar como somos pequenininhos (pelo menos eu sou pequenininho)... E talvez ganhar perspectiva de longe... Só algo que vi por aí num Blog que me inspirou...


Esta é a Nebulosa de Órion, e nesta imagem há mais de 3000 estrelas... Será que em alguma delas eles têm terrorismo global??? É lógico que eu sou ignorante em matéria de astronomia (vou aprender), só que em matéria de olhar coisas fora de série, até que eu olho bem...

Desculpe os longos posts... Coisa de iniciante...


Monday, September 25, 2006

Freethinkers of the world, disperse!



















Bem, essa é dedicada aos livres-pensadores:

Numa palestra dada na Escola de Governo John F. Kennedy na Universidade de Harvard, em 6 de Fevereiro de 2002, Chomsky colocou o seguinte:

"É sempre uma boa idéia começar perguntando sobre os fatos. Sempre que escutar algo sendo dito confiantemente, a primeira coisa que deve vir a mente é: espere um minuto, será que isso é a verdade?"

Nossa tendência é de acreditar em certos preceitos sem questioná-los. A crença é que as coisas sejam de certa forma, mas não há garantias... O problema não é quando acreditamos que o chão está lá sem olhar o tempo inteiro, ou quando pensamos no que vamos fazer amanhã (sem saber com certeza de 100% se haverá amanhã)... essas coisas são triviais, ficariamos loucos se pensassemos nisso o tempo todo.

O problema é quando ouvimos algo e sem nem nos darmos conta, aquilo penetra na nossa mente onde nós codificamos a mensagem, além do conteúdo, com o valor que damos ao emissor... discurso de poder... é isso aí. Uma mentira pode facilmente passar, dependendo de como valorizamos a fonte - uma autoridade, uma mídia, um mestre, alguém que gostamos...

E... grupos... pois é... grupos... sim! a tirania dos grupos e de suas regras... qualquer grupo (talvez exista algum que fuja à regra), tem algum tipo de cultura, que é boa por um lado, para o proposito do grupo, mas no limite, aprisiona, julga, condena, mesmo sem palavras. A verdade de um grupo é como algo que está no ar, mas não é dito. É a realidade criada em conjunto. Não da pra ver, mas está la... questione os fundamentos de QUALQUER GRUPO (que vc frequente) e veja o que acontece...

Não acredite em nada que vc está lendo aqui... questione - será que é verdade?

Thursday, September 21, 2006

enter the rookie...

Well, this is my first BLOG ever... so, with any luck, I might get it right... (I hope)...
Don't have much to say yet, and by the looks of it, I'm still not sure whether I'm gonna either, so...
I'm willing to bet it's a cliche, but here goes: to blog or not to blog... well, blog away...